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23.7.10

Figos Tipo "Ramy"

Com queijinho branco, catupiry ...


Cada dia que passa descubro mais pessoas que como eu, adoram figos. Frescos, em calda, nas saladas, enfim.
No meu laboratório culinário fiz algumas experiências, e cheguei a este resultado - delicioso, diga-se de passagem - de figos tipo "Ramy".
Aqueles, sabe? Que são meio secos, meio compota, e compramos em latas.
Bem, confesso que assim que amornaram, eu abocanhei um par deles... Segurando pelo cabinho ... Ô vida dura boa!!

Acima,  a 2ª etapa: No forno, depois da panela


Sorvete de creme... e a calda...




FIGOS TIPO “RAMY”

Tempo de preparo: Cerca de 5 horas com os tempos de resfriamento
Porções: 30 figos

Ingredientes:

- 30 figos frescos maduros, porém firmes
- 1 quilo de açúcar cristal fininho
- ½ xícara de água
- 2 colheres (chá) de caldo de limão
- 1/3 de colher (chá) de sal
- 1 colher (chá) de baunilha líquida

Preparo:

Lave os figos inteiros delicadamente. Deixe as peles e os cabos. Perfure cada um 3 vezes com um garfo.
No fundo de uma panela de pressão, coloque a água e uma xícara de açúcar, o sal, a baunilha e o limão. Mexa até misturar.
Disponha metade dos figos por cima da mistura de açúcar/água. Coloque metade do açúcar por cima dessa camada de figos.
Por cima, repita a operação: a outra metade dos figos e o restante do açúcar.
Tampe, acenda o fogo, e deixe apitar durante 3 minutos. (Conte esse tempo APÓS o início do apito). Desligue o fogo e deixe a panela TAMPADA por 40 minutos.
Abra a tampa, acenda o fogo e deixe os figos cozinharem lentamente em chama mínima, até a calda engrossas e escurecer. Cerca de 1 hora e meia, 2 horas. Eu sempre retiro um figo, deixo esfriar um pouco, corto para olhar o interior e provo. Se precisar, deixo mais um tempinho. Apague o fogo.
Reserve na panela por 30 minutos.
Enquanto isso, pré-aqueça o forno em 150°
Numa assadeira grande (ou 2 menores), de teflon ou forrada com folha de silicone (tipo SILPAT), disponha os figos SEM A CALDA (guarde a calda num vidro, na geladeira, que depois darei ideias a vocês) e deixe em forno fraco (depois de uns 5 minutos pode baixar para 120°) por cerca de 40 minutos, ou até ele começar a secar por fora. Desligue o forno e deixe-o lá por mais 30 minutos.
Retire do forno, espere amornar e passe todos os figos para pratos untados com manteiga. Deixe-os assim até o dia seguinte.
Depois, é só guardar em recipiente hermético e conservar na geladeira por até 15 dias.
Sirva com queijos, sorvetes, crepes, ou com mingaus (eu adoro o de tapioca).
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DICAS DA LENA:

- Fiquem atentos por todo o processo de preparo desse figo.
- Caso a calda, durante o cozimento, engrosse demais, acrescente SEM MEXER (caldas quando mexidas, açucaram!) um pouquinho de água fervente. A calda voltará naturalmente ao ponto certo. A chama, sempre no mínimo.
- Se quiser, pode cortar só as pontas dos cabinhos dos figos, para dar um acabamento, antes de leva-los à panela.
- Quando passar da panela para a assadeira, escorra o máximo de calda possível para que não caramelize e grude no fundo da assadeira.
- O teflon é altamente recomendado neste caso, pois quando o doce caramelizar depois de certo tempo, acabará grudando no fundo, se não estiver sobre uma superfície antiaderente.
- Existem à venda, além do “Silpat”, que é importado, folhas de silicone nacionais, e também folhas de teflon. São muito úteis e recomendo o investimento.
- Nem pense em usar papel manteiga para forrar a assadeira, porque o papel colará no doce...
- Ainda se desejar, no final de tudo, e você tiver grades (daquelas de resfriar biscoitos), pode deixá-los sobre elas de um dia para o outro. Eu não fiz isso pois os meus ficaram numa umidade boa.
- No mais, fazer compotas é sempre uma aventura deliciosa e gratificante, apesar de um exercício de paciência. Não se aborreça se algo não sair perfeito. Servirá certamente de aprendizado. E o doce, gostoso do mesmo jeito!!

Beijos açucarados!


18.7.10

Doce de Abóbora da Vó Victória


Neste comecinho de Blog quis muito homenagear minha avó materna - de quem herdei, creio eu, o dom dos quitutes.
Mas também porque seus doces são daqueles eternos , que não tem modismos nem tempo certo... são simplesmente clássicos. E que me trazem um imenso prazer do sabor de infância, férias, ou dos tempos que ela passava conosco em Curitiba...


Sem cal virgem, ele mantém-se em cubos macios e com uma calda brilhante e perfumada de cravo e canela

Tempo de preparo: +- 2-1/2 horas, mais tempo de resfriamento
Porções: Ahhh... não sei ...

Ingredientes:

- 1-1/2 kg de abóbora de pescoço (seca) sem casca, cortada em cubos de 4 x 4 cm
- 1-1/2 de açúcar (se for cristal, melhor)
- 1 colher (de chá) de sal
- canela em pau
- 5 cravos
- suco de meio limão tahiti (o verde)

Preparo:

Na panela de pressão (uso a de teflon), colocar bem juntos os cubos de abóbora. Se não couberem no fundo, pode deixar os outros por cima.
Coloque os demais ingredientes.
Tampe a panela e leve ao fogo médio.
Quando começar a APITAR, abaixe o fogo. Conte 25 minutos e apague.
Espere 10 minutos. Com um fio de água corrente, resfrie a panela e abra-a.
Leve-a de volta ao fogo por mais 1 hora e 20 minutos, mais ou menos, DESTAMPADA, em chama mínima, ou até que os pedaços estejam bem transparentes e a calda penetrada até o centro de cada cubo.
Caso a calda fique espessa no final do cozimento, ferva ¼ de xícara de água, e despeje aos poucos. NÃO MEXA A CALDA, para não açucarar!
Espere esfriar completamente dentro da panela para que não desmanche ao transferir para um vidro ou compoteira. (Faça isso com uma colher plástica, de cabo longo)
Manter em geladeira.

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Dicas da Lena:

- Esse doce não leva cal. Não é duro por fora, mas mantém seu formato de cubo, embora macio. No entanto, é preciso ser manuseado com delicadeza para não desmanchar.
- A grande quantidade de açúcar é porque são apenas ele e o líquido que a abóbora contém, que se transformarão na calda. Se colocar menos açúcar, a quantidade de calda não será suficiente para agüentar até o final do tempo de cozimento e ficará inclusive em ponto de “bala”. E o doce não ficará mais nessa textura. Grudará na calda açucarada e desmanchará.
- JAMAIS mexa nenhuma calda enquanto cozinha, para que não açucare.
- Não abro mão de cravo, canela, limão e um pouquinho de sal nesse doce. Dá todo um perfume e corta o excessivo dulçor característico dos doces em calda.
- Se da primeira vez não sair exatamente como gostaria, não se preocupe. Esses doces requerem um pouco de prática e habilidade. O bom é aprimorar!
- Só faça esta receita em panela de pressão.
- Obs- Abóbora de pescoço é aquela bem grande, com um “pescoço” comprido, do qual cortam-se rodelas que tira-se a casca corta-se em cubos. Também conhecida como “abóbora Seca”.












11.7.10

BEM-VINDOS!

Há muito eu desejava publicar as receitas que faço, e também que os queridos pedem.
Ainda não pude montar um Blog definitivo, formatado comme il faut, mas por ora este espaço servirá de "hotel" para minhas receitas, dicas, e quiçá outras coisas, até que eu esteja familiarizada com a blogsfera desvairada.

Obrigada pela força e apoio que todos vocês tem me dado.
E conto com sua compreensão e paciência, pois este é um mundo novo pra mim......

Beijo!!




Quindins da Vó Victória
Sabor da minha infância. Em todos nossos aniversários, minha avó começava a ferver a calda que perfumava a casa e me encantavam aqueles círculos dourados e cremosos depois de prontos...





Tempo de preparo: 1 hora e 15 mais tempos de resfriamento
- Porções: Dependo dos tamanhos das forminhas


- Ingredientes:

- 2 xícaras de côco fresco ralado
- ½ kg de açúcar
- 1-1/2 xícara de água
- 2 cravos
- 1 pauzinho de canela
- 1/3 de colher de chá de sal
- 2 colheres de sopa de manteiga (colheres-medidas, niveladas)
- 2 colheres de chá de baunilha
- 18 gemas passadas na peneira
- Manteiga derretida e açúcar para untar as forminhas ou glucose de milho
(vide “Dicas da Lena)

Preparo:

Numa panela, coloque ½ kg de açúcar, a água, os cravos, a canela e o sal.
Leve para ferver, sem mexer a calda (mas com um pincel de silicone molhado, pincelando as bordas internas da panela para não formar cristais de açúcar), até o ponto de “pano” – cerca de 7 minutos de fervura.
Passe as gemas na peneira; acrescente a baunilha e reserve numa tigela.
Retire do fogo, coloque a manteiga e espere a calda amornar.
Descarte os cravos e a canela.
Junte o côco fresco ralado, e as gemas com a baunilha.
Mexa delicadamente com uma espátula de borracha até misturar.
Pré-aqueça o forno a 180°.
Leve uma chaleira ao fogo para ferver a água do banho-maria.
Unte com manteiga derretida e polvilhe com açúcar, cerca de 20 forminhas de quindins (mas atenção: a quantidade varia muito conforme o tamanho das forminhas)
Disponha-as numa assadeira, e com uma concha pequena, encha 2/3 de cada forminha com a mistura.
Leve ao forno pré-aquecido, e com muito cuidado, despeje 1 cm de altura de água fervente entre as forminhas para assá-las em banho-maria.
O tempo é cerca de 30 minutos para assar, mas depende muito da temperatura do forno e dos tamanhos das forminhas.
O certo é enfiar um palito, e quando sair limpo, estará pronto.
Retire as forminhas da assadeira e deixe amornar numa grade ou em outra superfície.
Quando estiverem quase frios, desenforme os quindins com a ajuda de uma faquinha de ponta, girando delicadamente com a ponta dos dedos para que ele não se danifique, ao retirar das forminhas.

Sirva gelados ou em temperatura ambiente

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DICAS DA LENA:

- Eu prefiro untar as forminhas com glucose de milho, para dar mais brilho.
- Pode usar a glucose transparente e mais firme, à venda em lojas de artigos para confeitaria ou o Karo.
- No primeiro caso, dilua num pouquinho de água e leve ao microondas apenas para aquecer e misture com uma colher, para dar ponto de espalhar.
- No caso do Karo, aqueça numa tigelinha do micro cerca de 1/15 segundos no micro, para dar consistência de pincelar.
- Nesses ambos casos, a manteiga derretida não é necessária.
- Se não tiver côco fresco, pode usar um pacote de 100 grs., de côco seco, hidratado em 1/3 de xícara de água, aguardando uns 10 minutos para a hidratação. Mas sempre lembrando que côco fresco dá um resultado mais macio!
- Quindins são deliciosos, mas requerem um pouco de prática.
E é pra isso que estamos aqui, não? Para experimentarmos até o nosso resultado ideal!

Muito Boa Sorte!